domingo, 4 de maio de 2008

O TALMUD


“ O Sábio conta mais que o Profeta”. Com essa citação talmúdica queremos esclarecer alguns pontos do judaísmo. O cristão quando pensa em judaísmo é levado a crer, em seu romantismo, numa religião semelhante à época de Cristo, quando na verdade a realidade é bem diferente. O Judaísmo sofreu uma transformação tão radical após a destruição do Templo de Jerusalém em 70 DC, que para um Judeu contemporâneo, ao ler o Novo Testamento, sua percepção é a seguinte: “Os Discípulos de Jesus não sabiam nada de judaísmo.” Chegam inclusive a acusar os Fariseus de não conhecerem nada de Judaísmo. Por que? Porque para o judeu contemporâneo judaísmo quer dizer Talmud, enquanto que na época do início do Cristianismo, judaísmo, apesar de algumas tradições, ainda se baseava na Torah, isto é, na Lei.


Afinal, o que vem a ser o Talmud? Talmud vem do Hebraico IOMED, que significa aprender, sendo comumente traduzido por Ensino Ou Ensinamento. Segundo os Judeus, o Talmud tem sua “origem” na TORAH SHEBEAL PE , ou seja, na Lei Oral, sendo a lei oral atribuída a Moisés. O curioso é que nossa atenção é despertada para o fato de tal argumentação ser igual a do catolicismo, o qual insiste em dar um valor às tradições católicas, semelhante aos Escritos Neo-Testamentários, pois segundo os Católicos a tradição oral católica teve origem nos Apóstolos. Adiante, demonstraremos a inverdade dessas argumentações, haja vista que a tradição oral judaica se opõem ao Tanach(antigo Testamento), bem como a tradição oral católica se opõem ao Novo Testamento. Na verdade, ambas argumentações tem o escopo de dar autoridade a essas tradições.


O Talmud é dividido em MISHNA, GUEMARA e MIDRASH. A Mishna, quer dizer “repetição ou estudo”. Constitui a fixação escrita de um vasto código de “leis suplementares”, desenvolvida paralelamente à Torah, tendo sido redigida por volta de 200 DC pelo Rabino Iehuda Há-Nasi. A Guemara são comentários e interpretações da Mishna. Os comentaristas da Mishna viveram em Israel e na Babilônia entre 219 e 500 DC. O Resultado foram dois tratados talmúdicos, isto é, o de Ierushalmi(Jerusalém) e o de Bavli(Babilônia). Aquele compreende comentários sobre apenas quatro pontos da Mishna, enquanto este abarca trinta e sete tratados das várias ordens da Mishna,portanto, caro leitor, o Talmud sofreu uma grande influência da Babilônia, pois é óbvio que a comunidade Judaica daquela cidade sofreu significativa influência, tanto em sua percepção, quanto em seu comportamento.


O Midrash teve como seu grande comentarista o sábio Judeu Sherira Gaon, que viveu por volta de 920 DC. Os seus comentários distinguem-se pela exegese racionalista com que aborda os relatos do Midrash(exegese homilética das Escrituras) e da AGADA(folclore talmúdico). Podemos concluir que o folclore tem grande influência nos ensinos talmúdicos, bem como a subsistência religiosa e comunitária do judaísmo, até a modernidade, foi com esteio no Talmud da Babilônia.A citação talmúdica que fizemos no início de nosso artigo deixa bem claro que para o Judeu, o sábio tem mais valor que o profeta. Ora, considerando que o sábio está para o Talmud, assim como o profeta está para o Tanach(Antigo Testamento), chegamos a simplória conclusão de que a alma do Judaísmo está no Talmud e não no Tanach.


Então, caro leitor, o romantismo cristão de que os judeus têm sua fé baseada no Antigo testamento é mera ilusão, pois a verdade é outra. Essa é a razão do moderno Judeu afirmar que os “discípulos de Jesus não sabiam nada de Judaísmo”, bem como os Fariseus. O Judaísmo atual teve sua origem a partir de 200 DC, quando Iehuda Há-Nasi compilou a “Lei Oral”. Tal qual o catolicismo, o Judaísmo concede mais autoridade às suas tradições do que a Palavra de Deus. O que não dizer quando essas tradições têm sua origem na Babilônia?O Talmud tem ensinamentos contrários à Palavra de Deus, Inclusive graves blasfêmia contra Cristo. No Tratado de Avodah Zará, é dito, que “O JESUS ESTARÁ BORBULHANDO NUM CALDEIRÃO DE DREKH ATÉ A CHEGADA DO VERDADEIRO MESSIAS, DEPOIS DISSO SEU NOME SERÁ APAGADO”. É contraproducente ficar fazendo mais citações do Talmud, pois o Judeu irá negá-las, haja vista “ o Judeu não precisar seguir toda verdade”, bem como os exemplos de Abraão mentido sobre Sara, Jacó mentindo sobre sua identidade a Isaque, bem como Davi mentindo sobre sua sandice, entre outros, tais exemplos, repito, são seguidos pelos Judeus. Sem a luz do Novo Testamento, tais exemplos e atitudes ganham ares de virtudes para o Judeu.


Graças a Deus alguns Judeus tem se convertido a Cristo, os quais são denominados de Judeus Messiânicos. tais irmãos demonstram uma digníssima grandeza de espírito, pois mantêm sua fé em meio ao desprezo de seus concidadãos. Um goy(gentio) não pode imaginar a totalidade desse desprezo, pois não entende o grau de importância do sentimento de comunidade existente entre os Judeus,entretanto tais irmãos messiânicos não podem de forma alguma continuarem seguindo os preceitos desse conjunto de ensinamentos chamado Talmud. Os cristãos têm de sair de seu anti-bíblico romantismo e concentrar esforços para pregar o Evangelho aos Judeus. Um grande entrave para a pregação do Evangelho entre os Judeus é “ o sentimento de especialidade judaico”, o qual faz o Judeu pensar ser ele um povo ímpar, apesar do salmo 53:2,3 dizer : “Deus olha lá dos céus para os filhos dos homens, para ver se há algum que tenha entendimento, que busque a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um." , mesmo assim o Judeu se julga escolhido. Diante dessa errônea visão, julgamos ser de grande importância, e responsabilidade, que a pregação da Salvação aos Judeus seja uma prioridade dos Judeus Messiânicos.


Em Devarim(Deuteronômio) 28: 9 lemos: “O Senhor te confirmará para si por povo santo, como te jurou, SE guardares os mandamentos do Senhor teu Deus e andares nos seus caminhos.” Vejam que Israel seria confirmado como povo de Deus SE guardasse os Mandamentos de Deus. Ora, SE é uma condição condicional. Ademais, se o Salmo supracitado diz que “não há sequer um que faça o bem”, é óbvio que Israel, ou qualquer homem, jamais conseguirá guardar os Mandamentos do Senhor, ainda mais quando esses Santos Mandamentos são preteridos por um conjunto de ensinamentos(Talmud) contrários à vontade do Eterno.


Considerando que o Senhor Deus quis destruir Israel só porque fizeram um bezerro de ouro e o adoraram, qual seria a atitude do Eterno quando Israel rejeitou seu Filho, crucificando-o e dizendo que “seu sangue caísse sobre eles e seus filhos”? Alguns Judeus e Goim(gentios) insistem em dizer que o pacto de Deus com Israel é incondicional. Tal afirmação deve se basear em “algum ensinamento secreto”, haja vista o pacto que Deus fez com Israel no Monte Sinai Ter sido condicional. Vejamos Êxodo 19: 5 que diz: “Agora, pois, SE atentamente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu pacto, ENTÃO sereis a minha possessão peculiar dentre todos os povos, porque minha é toda a terra.”


A suma do que temos dito é que o Talmud é contrário à palavra de Deus e que se algum Judeu quiser seguir a Jesus como o Messias e salvador terá de obrigatoriamente romper com esses “ensinamentos”, o que na verdade será um rompimento com o “sistema religioso judaico”, o qual tem sua alma no Talmud.


YESHUA CHAI. YESHUA HA MASHIACH.


MELQUISEDEC NASCIMENTO


COORDENADOR

3 comentários:

Anônimo disse...

quanta boagem !!!

Anônimo disse...

quanta besteira,
quanta insanidade !!!

Marcelo disse...

Shalom meu querido, parabéns sua colocação é ótima que DEUS continue usando-o para revelar o ppropósito DELE