
Não há dúvidas que uma grande ameaça ronda as fronteiras do Brasil. Relatórios do CIE, em Brasília, revelam que o Exército brasileiro mapeou a presença militar dos EUA na América do Sul. Os três estudos, feitos em 2002, indicam que pelo menos 6.300 militares norte-americanos estavam baseados ou realizaram operações no continente entre 2001 e 2002.Os militares americanos construíram pistas de pouso em cidades próximas do Brasil, no Paraguai e na Bolívia, instalaram radares e bases aéreas em nove localidades do Peru, montaram destacamentos e inscreveram dezenas de soldados em cursos preparatórios para combate na selva em diversos países sul-americanos.
Os principais reflexos para o Brasil da expressiva presença norte-americana nos países da América do Sul são a diminuição da capacidade brasileira de projetar poder em âmbito regional e a existência de um "cinturão". A presença de tropas americanas em 20 bases e mais de 600 ONGs operando na Amazônia, apoiadas pelos EUA e governos europeus, indica a possibilidade de se repetirem, em curto prazo e em maior escala antiga tentativa das potências imperialistas de nos subjugar. Embora ninguém mais duvide da realidade desse perigo, ainda há quem não pressinta certa iminência deste fato.No governo Menem a Argentina ofereceu aos EUA uma área de 10 mil hectares de seu território, próximo à fronteira com o Brasil, com pistas de pouso para aviões e campos de treinamento dentro de uma área de selva.
O povo brasileiro precisa saber que essa nova forma de ocupação militar tanto pode ser propícia a uma invasão armada, à qualquer momento, quanto um obstáculo à ação do Brasil em represália ou de defesa da sua soberania.
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