quinta-feira, 24 de abril de 2008

ADAGAS NA GARGANTA DO BRASIL



O Brasil vem sendo alvo de acusações de imperialismo por vários países sul-americanos. Primeiro foi a Bolívia, agora o Paraguai, entretanto o maior perigo ocorre na região amazônica, onde o risco de uma "balcanização" já foi motivo de alerta por parte de autoridades militares. O Brasil tem que decidir efetivamente qual o papel histórico que deseja desempenhar no contexto internacional, pois somente as nações que lutam pelo bem estar do seu povo e advogam contundentemente o interesse nacional irão prevalecer como potências, quer seja regional ou mundial, sendo a questão energética a principal preocupação de qualquer nação que ambiciona ser um potência.


A tendência é que a crise energética com os países vizinhos cresça, pois dependeremos cada vez mais do gás boliviano e a situação energética só não está mais grave porque nosso crescimento econômico nas duas últimas décadas foi pífio. O Brasil só atingiu a auto-suficiência em Petróleo porque parou de crescer, todavia o incipiente crescimento econômico atual e as potencialidades de forte crescimento futuro, demandarão cada vez mais energia para as indústrias e para o povo brasileiro e se não defendermos com firmeza nossas posições, estimularemos vária nações do subcontinente a se levantar contra o cada vez mais mencionado "imperialismo brasileiro".


O Brasil mudou, deixou de ser uma república bananeira, exportadora de café. Hoje somos uma nação exportadora de capitais e de tecnologias. Nossas aspirações e responsabilidades são outras , portanto é inaceitável que autoridades, defensores dos direitos humanos e parte da imprensa manifestem opiniões em defesa da Bolívia, do Paraguai e dos índios, contrariando os interesses do Brasil, conforme temos ouvido. Tais declarações só servem para demonstrar o quanto nossas elites estão distantes da realidade histórica que adentramos.


O dilema que se nos apresenta é se vamos recuar ou avançar para nos tornarmos efetivamente uma potência regional. Para se ter uma idéia do nossas necessidades energéticas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul dependem 100% do gás boliviano,bem como 91% do gás consumido pelo estado de São Paulo. O Outro problema é a questão da energia gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu, a qual produz 14 mil MW de energia, dos quais o Brasil e o Paraguai tem direito à metade. O Paraguai só precisa de uma pequena parte, assim vende o resto para o Brasil, julgando receber um valor por megawatt que considera menor do que merece. Hoje o Paraguai recebe, líquido, US$350 milhões, mas acha que deveria ser, pelo menos, US$1,8 bilhão. De qualquer forma, o que já recebe cobre em torno de 30% dos gastos correntes de seu governo.


O Paraguai com um PIB que equivale a menos de 1% do PIB brasileiro, escolheu o Brasil nesta eleição como o bode expiatório que dá votos. O ponto central da campanha dos dois candidatos que lideraram as pesquisas foi como receber mais por Itaipu. Na frente das pesquisas, e como tudo indica já eleito, está quem manteve o discurso mais radical, o ex-bispo Fernando Lugo. Em segundo lugar, ficou Blanca Ovelar, ex-ministra da educação e membro do Partido Colorado, há 60 anos no poder, que só avançou nas pesquisas porque mudou seu discurso, juntando-se às críticas ao que Lugo chama de "expropriação da riqueza" do país que seria feita pelo Brasil através da hidrelétrica de Itaipu. Os dois defendem a revisão do tratado de 1975 que estabeleceu as bases para a construção da usina que fornece ao Brasil 30% da nossa energia hidrelétrica.Lugo tem excelente entrada nas áreas rurais, onde está a sua base eleitoral e também ganhou votos na classe média, com o discurso de ataque ao Brasil.


A questão indígena e ambientalista na Amazônia é outra forma de sufocar o Brasil, só que desta vez os atores são as grandes potências.Se a camada pré-sal é a mais promissora área de exploração em mar, a sua correspondente em terra está no meio da selva amazônica,com a bacia do Solimões, a terceira maior reserva de gás e a terceira maior produção de óleo e gás do país.Batizada de província petrolífera de Urucu (650 km de Manaus), a área produz 53 mil barris por dia de óleo ultraleve, de maior valor comercial e mais fácil refino. De tão leve, é conhecido como "gasolina natural", capaz de movimentar motores assim que extraído, mesmo sem ser processado.Mas a maior riqueza é o gás natural,com uma produção de 10 milhões de metros cúbicos por dia, somente inferior à das bacias de Campos e Santos. No meio da selva, a Petrobras mantém ainda a maior produção brasileira de GLP (gás de cozinha), envasado em Coari (AM), maior unidade de processamento de gás natural do Brasil. Diariamente, mil toneladas de GLP são produzidas, o equivalente a 84.600 botijões de 13 kg. O produto supre toda região amazônica e é comercializado no Nordeste.


Diante da potencialidade energética da Amazônia, somada as outras riquezas minerais da região, a demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, nas chamadas faixas de fronteira, feita em 1998 pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso e homologada em 2005 pelo presidente Lula demontra que os nossos governantes possuem a mesma mentalidade, isto é, são governo e oposição brigando apenas para sugar o país alternadamente, desconsiderando as adagas colocadas na garganta do povo brasileiro. Cada um desses políticos suga o máximo possível do sangue do povo brasileiro, deixando a nação no maior perigo de sua história, sempre contando com o apoio de uma elite pusilânime que se compraz em utilizar argumentos inócuos como: "O Itamaraty deve buscar, na sua longa tradição de convivência pacífica, a receita para superar mais este desafio". Estamos diante de países que já perceberam que no Brasil há uma elite governante e intelectual fraca, sem disposição para qualquer tipo de conflito, que certamente abrirá mão até de partes do território nacional para manter a Paz . Diante desses vorazes abutres estrangeiros, cabe aos patriotas brasileiros levantar o estandarte do nacionalismo e defender heroicamente nosso país e nossas riquezas , deixando claro a todos que iremos às últimas consequências para levarmos o Brasil a assumir o seu devido lugar no contexto histórico das grandes potências.

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